No CPA, a Terra Forte vai acabar enterrando a Seduc e a Marta

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No CPA, a Terra Forte vai acabar enterrando a Seduc e a Marta

Como uma empresa de fundo de quintal é colocada pela Marta para cuidar de um contrato de R$ 67 milhões?

A Terra Forte só tem um engenheiro. Ele deveria ficar três horas por dia em cada uma das obras que a empresa deveria tocar na Seduc. São 20 obras, mas estão atrasadas. O engenheiro deveria trabalhar 60 horas por dia. Mas... o dia não tem só 24 horas?

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A Terra Forte Ltda tem dado muita dor de cabeça à Seduc. A secretaria precisa gastar anualmente 25% do valor arrecadado pelo estado, mas como a empresa conseguiu executar menos de R$ 2 milhões de uma ata de R$ 67 milhões, há algumas semanas se descobriu a necessidade de a Seduc pagar R$ 50 milhões até o dia 31 deste mês, quando termina o ano fiscal.

Na Seduc estão catando o que pagar. Mandaram pagar quinquênios e o escambau, mas está difícil fechar a conta. E, pior de tudo, teriam dito ao governador que está tudo bem. Deixa de conversa furada, Marta.

Na secretaria, a Marta estaria tão desesperada quanto a outra Marta, a mãe do Superman, que por pouco não foi queimada viva no filme Batman X Superman – A Origem da Justiça. Quem salvou a Marta do filme foi o Batman. Quem poderia ajudar a resolver a situação da Marta da Seduc seria o governador, mas parece que não estão contando a verdade a ele.

Uma das responsáveis pela situação é a Terra Forte, uma empresa de fundo de quintal. Ali em cima tem a foto da sede dela em Porto Velho. Vejam se tem condições uma empresa desse porte pegar R$ 67 milhões em obras na Seduc. Pode isso, Marta?

A Terra Forte pagou uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) no Crea e replicou o documento. Usa a mesma ART para tocar cerca de 20 obras em diversas cidades. Isso é dano ao erário, pois a empresa recebeu da Seduc o dinheiro para pagar essas ARTs, mas não fez isso. Cada ART custa cerca de R$ 200,00 e deve ser assinada por um engenheiro civil. Baratinho, avaliando o custo de cada obra.

A Terra Forte ganhou cinco lotes de execuções na Seduc, como pode ser visto acima, mas tem apenas um engenheiro contratado. Ele deve ficar três horas diariamente acompanhando cada obra. Como tem cerca de 20 em andamento, e em cidades diferentes, o engenheiro deveria trabalhar 60 horas por dia, e isso sem contar o deslocamento entre uma cidade e outra. Mas… o dia só tem 24 horas, né?

A empresa recebeu da Seduc para manter um engenheiro três horas por dia em cada obra, mas não faz isso. Pois é… mais dano ao erário. A Marta precisa parar de acreditar em mãe d’água, em gnomos e na Terra Forte. Onde estão as multas em cima da empresa, Marta? O governador sabe disso?

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